Querer... Precisar...
Pensei, hoje mais cedo, em como estas duas ações possuem toda uma relação secreta entre si... São quase protagonistas de um caso de amor do qual apenas elas duas tem conhecimento, enquanto que à todas as demais palavras, resta apenas a indagação desolada.
Veja bem...
O que é que não começa como um desejo? Qual é o bem material na tua estante ou mesa que de fato nao teve origem num desejo, repentino ou premeditado?
- Eu quero...
E assim vem um livro, uma folga, um beijo, um presente....
Sim, o querer é simples de ser compreendido, e não é pra menos, visto que representa todo um instinto primitivo da nossa curiosa espécie.
Mas...
E quando esse desejo evolui? Será que penam muito nisso, como eu pensei hoje? Será que alguém por aí escuta um belo "eu preciso de ti..." e começa a pensar de onde aquilo ousou surgir?
Ao contrário do que muitos pensam, nós não precisamos realmente de muitas coisas. Mas aplicamos o verbo coloquialmente e sem dedicar muitos neurônios ao uso da palavra...
- Eu preciso desse livro...
Será?
Será mesmo?
Do que todo mundo de fato precisa, todo mundo sabe... Água, comida, ar, roupas, moradia, estudo...
Mas e os nossos desejos? Não merecem um cantinho na lista?
Querer pode ser o suficiente pra dar início... E talvez, arriscando estar enganado, precisar pode ser o resultado do vício de se manter aquilo que começou como um mero desejo... Mas que hoje representa uma necessidade...
Água pra se beber... comida pra se comer... ar pra se respirar...
...Você pra ser feliz.
Ou será que essa necessidade não é apenas um simples desejo que foi crescendo, e crescendo, e crescendo, por um sentimento de necessidade de amor que é tão descrito pelos maiores românticos como absolutamente tão necessário para viver, que sem ele seria apenas sobreviver?
ReplyDeleteJustamente...
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