Eco Pelos Corredores
- Eu as ouvi de novo,.... As vozes perdidas pelos corredores da casa. - Ele me disse enquanto o olhar perdido buscava algum consolo pela mesa do café da manhã que eu o havia preparado. - Não conseguiu dormir de novo, Nilo? Tomou o remédio que o médico passou? - Eu o questionei enquanto, com as minhas mãos velhas e trêmulas, enchia sua xícara com café. - Tomei não. Esqueci. - Ele me respondeu levando a xícara até perto do rosto. Deu um cheiro na fumaça do café como sempre fazia, na esperança que melhorasse o fungado forte que o acompanhava pelas manhãs, e depois um gole bem raso. - Era ela, Alfredo. Era a voz dela de novo. Ele se prendia à memória dela quase como uma obsessão que muito em breve lhe consumiria o espírito totalmente, e não havia mais nada que eu pudesse fazer que eu já não tivesse tentado. - Quem sabe a gente pudesse fazer aquela viagem, hein, Nilo? Visitar aquela sua amiga que vive te chamando pra ir lá conhecer o litoral. - Viajar pra quê, Alfredo? Com ...