Pouco Mais de 8 Minutos

Observei as estrelas ontem de noite, e pude perceber o quanto elas me fazem lembrar de ti... E nem é pelos motivos óbvios.

Não é pelo brilho singelo e belíssimo que elas irradiam em meio à escuridão absoluta do céu noturno. Aliás, essa própria descrição me compele a imaginar: em quantas histórias reais, essa metáfora ousa encaixar-se? Seria você um brilho singelo e belo na escuridão que é o meu amor? O nosso romance? 

Neste caso... Será se começamos a apaixonar-se num pôr do sol metafórico? Em que altura da noite ou da madrugada estamos, então? E desejar que o sol não venha a nascer se encaixa em qual tipo de pecado? 

Mas não... Não é o brilho que me lembra você. Não é a beleza delicada dos astros também. 

É a melancolia de saber que a distância entre mim e elas é tortuosamente imensurável... Ao ponto em que uma fração destas estrelas, modestas e encantadas, já nem sequer existem mais no nosso plano cósmico, e o que me encanta no escuro da noite é apenas a lembrança das suas luzes, cuja jornada ainda se estende até nós.

O luz do sol, entretanto, demora pouco mais de 8 minutos pra iluminar o meu dia... O tempo de um Uber da minha casa até a tua.

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