Deliciosa Estupidez

É tão fácil descrever o estado em que eu me encontro quando penso em ti... É uma espécie de tempestade de sentimentos eufóricos que percorrem a minha mente e o meu corpo atreladas a um furacão de emoções às quais eu jurava já ter subjugado há muito tempo. Nem precisa me falar o quanto essa presunção, de me achar superior aos meus próprios sentimentos inertes, é indubitavelmente... absurdamente estúpida. 

Se eu parar e pensar melhor sobre tudo, fico em dúvida... É uma espécie de receio irracional -  advindo de um mecanismo de proteção - que insiste em me empurrar contra tudo o que você já sussurrou baixinho no meu ouvido, me estampando nos lábios aquele sorriso malino que só você apontou até hoje. Dessa vez, pode ser que você de fato precise me falar o quanto esse receio é decerto uma ideia... ridiculamente estúpida.

Acontece que quando eu estou contigo, o tempo passa como quem não respeitasse sequer as vontades alheias... Nem os desejos de terceiros... Nem o nosso tesão imensurável, resultado dessa paixão subestimada. Esse tempo, que escolho passar contigo, pode ser resumido na forma dos mais preciosos segundos do meu dia. Trata-se, eu sei porém não dou a mínima, de uma decisão... inconsequentemente estúpida.

Eu te observo, entre o apagar e o acender das luzes - repetindo uma referência só nossa - como um completo idiota apaixonado, mas que não se deixa perder entre as tuas falas reveladoras e acidentais, e percebo o quanto tudo isso o que temos é de uma experiência... deliciosamente estúpida. 


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