O Inesperado Caso do Deliciosamente Proibido

 - Não tem como afirmar ao certo o que houve. Só lembro que a sedução era o que me motivava, mas não a sedução física que ele prometia e cumpria. - Ela disse, evitando parecer tão perdida em sua própria certeza. - Não, não... Era uma sedução diferente. 

- Diferente? - Ele a questionou, desenhando pequenas esferas do dragão no caderninho de anotações. 

- É... Diferente. - Ela reafirmou.

- Diferente como, Taís?

- Sabe quando a gente nem tá muito interessada em fazer uma coisa, mas só por conta que alguém disse que não podia, a gente foi lá e fez? 

- Quem disse que você não podia, nesse caso? - Ele a questionou. 

- O jeito dele. O modo como ele parecia estar... Num outro plano. Um lugar distinto... Longe. - Ela falou quase levantando-se da poltrona conforme buscava a palavra certa. 

- Um lugar diferente daquele ao qual vocês dois pertenciam. Já que a unidade de vocês, na realidade se fazia pela distinção, e não pela união. É justo afirmar que a identidade de vocês, seja por você ou por ele, pertencia então, a um lugar no qual vocês jamais estariam juntos. Daí que vinha a atração momentânea pelo incomum... Uma atração passageira pelo impossível... Uma atração incontrolável pelo...

- Inalcançável.

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